O catolicismo é uma das mais expressivas vertentes do cristianismo e, ainda hoje, congrega a maior comunidade de cristãos existente no planeta. Segundo algumas estatísticas recentes, cerca de um bilhão de pessoas professam ser adeptas ao catolicismo, que tem o Brasil e o México como os principais redutos de convertidos. De fato, as origens do catolicismo estão ligadas aos primeiros passos dados na história do cristianismo. A palavra Igreja Católica ou catolicismo para referir-se à Igreja universal é utilizada desde o século I, alguns historiadores sugerem que os próprios apóstolos poderiam ter utilizado o termo para descrever a Igreja. Registros escritos da utilização do termo constam nas cartas de Inácio, Bipo de Antioquia, discípulo do apóstolo João, que provavelmente foi ordenado pelo próprio apóstolo Pedro. Em diversas situações nos primeiros três séculos do cristianismo, o Bispo de Roma, considerado sucessor do Apóstolo Pedro, interveio em outras comunidades para ajudar a resolver conflitos, tais como fizeram o Papa Clemente I, Vitor I e Calixto I. Nos três primeiros séculos a Igreja foi organizada sob três patriarcas, os bispos de Antioquia, de jurisdição sobre a Síria e posteriormente estendeu seu domínio sobre a Ásia Menor e a Grécia, Alexandria, de jurisdição sobre o Egito, e Roma, de jurisdição sobre o Ocidente. Posteriormente os bispos de Constantinopla e Jerusalém foram adicionados aos patriarcas por razões administrativas. O Primeiro Concílio de Nicéia em 325, considera o Bispo de Roma como o “primus” (primeiro) entre os patriarcas, afirmando em seus quarto, quinto e sexto cânones que está “seguindo a tradição antiquíssima”, embora muitos interpretem esse título como o “primus inter pares” (primeiro entre iguais). Considerava-se que Roma possuía uma autoridade especial devido à sua ligação com São Pedro. Para os católicos, a sua fé consiste na sua livre entrega e amor a Deus, prestando-Lhe “o obséquio pleno do seu intelecto e da sua vontade e dando voluntário assentimento à revelação feita por Ele. Essa revelação é transmitida pela Igreja sob a forma de Tradição. A fé em Deus “opera pela caridade” (Gal 5,6), por isso a vida de santificação de um católico obriga-o, para além de participar nos sacramentos, a executar a vontade divina, que deve ser feita através, como por exemplo, da prática dos ensinamentos revelados (que se resumem nos mandamentos de amor ensinados por Jesus), das boas obras e também das regras de vida propostas pela Igreja fundada e encabeçada por Jesus. Essa entrega a Deus tem por finalidade e esperança últimas a sua própria salvação e a implementação do Reino de Deus. Nesse reino eterno, o mal será inexistente e os homens salvos e justos, após a ressurreição dos mortos e o fim do mundo, passarão a viver eternamente em Deus, com Deus e junto de Deus. As principais verdades da fé da Igreja Católica encontram-se expressas e resumidas no Credo Niceno-Constantinopolitano e em variadíssimos documentos da Igreja, como por exemplo o Catecismo da Igreja Católica (CIC), o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC) e nos documentos pós-conciliares. Uma série de dificuldades complexas (disputas doutrinárias, a evolução de ritos separados e a dúvida se a posição do Papa de Roma era ou não de real autoridade ou apenas de respeito) levaram ao cisma de 1054 que dividiu a Igreja entre a Igreja Católica no Ocidente e a Igreja Ortodoxa no Leste (Grécia, Rússia e muitas das terras Eslavas, Anatólia, Síria, Egito, etc.), a esta divisão chama-se o Cisma do Oriente. A grande divisão seguinte da Igreja Católica ocorreu no século XVI com a Reforma Protestante, durante a qual se formaram muitas das igrejas Protestantes.
Doutrina Católica
A reunião do povo de Deus começa no instante em que o pecado destrói a comunhão dos homens com Deus e entre si. A reunião da Igreja é, por assim dizer, a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado. Esta reunificação realiza-se secretamente no seio de todos os povos: Em qualquer nação, quem O teme e pratica a justiça, é aceite por Ele (At 10, 35). A preparação remota da reunião do povo de Deus começa com a vocação de Abraão, a quem Deus promete que há de vir a ser o pai de um grande povo. A preparação imediata começa com a eleição de Israel como povo de Deus. Pela sua eleição, Israel deve ser o sinal da reunião futura de todas as nações, mas já os profetas acusam Israel de ter quebrado a aliança, comportando-se como uma prostituta eles anunciam uma Aliança nova e eterna “Esta Aliança nova, instituiu-a Cristo”.
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